Na noite desta quarta-feira (25), o Chile venceu o Uruguai por 1 a 0 e avançou para as semifinais da Copa América 2015. Jogando em casa, para cerca de 40 mil pessoas no estádio Nacional, o gol da vitória chilena, convertido por Maurício Isla, saiu apenas aos 35 minutos de segundo tempo, quando os uruguaios tinham um jogador a menos em campo, pois Cavani fora expulso.
O que chamou atenção ao final da partida foi a estatística de posse de bola da equipe da seleção do Chile. De acordo com o site Footstats, La Roja teve 72% do controle da bola, enquanto a Celeste apenas 28%. Números que se aproximam da equipe do Barcelona comandada pelo técnico Pep Guardiola, que na temporada 2011 teve posse de bola média de 68% e em alguns jogos chegou a 80%.
Os números são bastante respeitáveis, mas ter a bola não significa que se vá ganhar o jogo. Para isso, precisa-se fazer, obviamente, no mínimo um gol a mais que o seu adversário. E para marcar gols, se deve criar oportunidades. Diante do Uruguai, os chilenos produziram sete chances reais de gol, contra apenas duas dos uruguaios. O goleiro da Celeste Fernando Muslera conseguiu salvar seis, contudo uma foi inevitável e Isla marcou para o Chile. Portanto, ainda que chame a atenção um número como os 72% da quarta-feira, o que realmente importa no futebol são a criações de oportunidade e, claro, ser efetivo nelas.
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